quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

“ Luz cega ”

Há uma luz que me cega!
Que não me deixa viver
Que não me deixa respirar
Que não me deixa sentir
Que não me deixa ser criança, apenas uma criança
Que não me deixa sonhar e amar, sem ter medo de dar
Que não me deixa ser eu... apenas e somente eu, genuíno, só eu!
nesta estrada, nesta cidade que deambulo sozinho, apenas eu...
apenas uma luz me cega e me pede para ser um carneiro mal morto,
fechar o olhos às injustiças e a tudo aquilo que abomino,
ser um produto viciado de preconceitos e vaidades,
deixem me viver a vida, numa utopia ou talvez não,
tal como eu sou e como eu quero,
tal como eu a vejo, por vezes um malmequer outras um cato,
mas deixem me picar neles, nos catos que encontro por aí
e não são poucos, nem que seja por um dia apenas,
[ferir a alma, respirar, parar e vencer, sentir a luta,
seguir em frente, matar todos os males e preconceitos,
viver livremente... pensar livremente, sem o lápis azul de outrora,
ser criança, sonhar e amar sem reticências
mesmo que isso seja mal visto na minha tenra idade,
amar puramente, ser puro e sonhar como uma criança,
deixar que a luz nos cegue e tocar na lua,
[mesmo que isso seja ridículo,
nem que seja por um dia apenas, tal como eu sou, um poeta,
[um sonhador,
um homem apenas, quem sabe um poeta cego que já foi uma criança
[na luz cega que o cegou e o afogou!

Francisco Júnior – Sábado, 18 de Abril de 2009

“Cumplicidades”

Aqueles momentos sublimes
em que as palavras são mudas
e o silêncio entre nós permanece,
num ritual mudo, falando em silêncio,
como se estivéssemos a falar um com o outro,
como árvores em que os seus ramos se apoiam,
numa sublime amizade por telepatia!

Por telepatia caminhamos lado a lado, em uníssono,
percorrendo a vida sempre ligados,
em pensamentos, cumplicidades, palavras ou o silêncio,
nem os ventos nos separavam, tempestades ou outros,
mesmo quando os caminhos eram diferentes,
a cumplicidade nos ligava, um telepatia,
neste comboio, a vida, nem sempre nos encontrámos
mas os nossos corações sempre sentiram a mesma quimera,
nesta magia, esta telepatia que nos liga, sempre interligados,
indiferente a tudo e a todos, sempre lado a lado...

Mesmo quando o silêncio se instala
é respeitado como um culto,
quando as palavras saem,
parecem música, por vezes também desafinada,
mas depressa encontramos a afinação vinda do coração,
quando as tuas lágrimas escorregavam
por esse rosto que se faz forte mas também é delicado,
minhas também são, cumplicidades, telepatias,
tu choras eu choro, tu ris eu rio, tu ficas triste eu fico triste,
os nossos risos naturais como a natureza, gargalhadas sentidas,
entoavam sempre o nossa música, a nossa boa disposição,
a nossa alegria no seu cume mais alto, quase tocávamos na lua,
a nossa cumplicidade sempre em voo picado!

Francisco Júnior – Terça-feira, 21 de Julho de 2009

quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

"Entre o Sono e o Sonho" Volume II - Antologia de Poesia Contemporânea



Participação de Francisco Júnior nesta obra em que está representado o trabalho de 42 poetas e poetisas contemporâneos(as).

quarta-feira, 9 de Setembro de 2009

Poema da contracapa do livro A terra dos sonhos


"Prisão em si"

Para desanuviar a pressão
falo com uma velha árvore
que acho que até já é surda,
desabafo, conto todos os meus segredos,
mas será que os tenho? claro que sim, todos temos os nossos ...
na volta já não segredos, são degredos,
que nos atrofiam o espírito e a alma,
mas... já os desvendei para meio mundo,
pelo menos os meus, menos para quem devia,
o que dificulta ainda mais o caminho a percorrer...

Continuo a olhar para essa árvore, já velha e cansada,
conto-lhe todos os meus pensamentos, sem falar,
e fico à espera… e ela nada, em silêncio, muda,
mas como se me estivesse a ouvir tranquila,
continuo esperando num compasso de espera eterno,
sem fim, me perco no seu horizonte, no seu perfil,
[ nas suas ramadas,
que mais parecem estradas,
simplesmente deixo de pensar,
perco-me por aí, pelo infinito...
encontro um refúgio não sei bem onde…

Ah que bom, que alívio,
este mergulho no nada, nesta prisão em mim,
que ao mesmo tempo me faz sentir tão leve,
quase que estou a voar… quase que a sinto... a falar...
[e acordei do sonho !!
( - “ Acorde senhor já chegámos, a linha acaba aqui,
[tem que sair do comboio... !!! ” )

A procura no universo...

Tu que flutuas na minha mente,
tu que entraste na minha vida, sem bater à porta
como se fosses uma cólera que não controlo,
tu que és um sonho que vagueia perdido,
que nunca há-de passar disso mesmo, de um sonho apenas...
pois és a fantasia que eu tenho medo de largar,
o medo de um dia descobrir, a realidade, de não ser amado por ti,
que eu espero cobardemente sentado, por esse dia,
talvez seja uma contradição,
sem te dizer todas as palavras de amor que mereces ou talvez não,
que correm na minha mente, mas morrem mudas,
congeladas pelo amor que sinto por ti
que não sou capaz de revelar,
tu és para mim o que eu não sou para ti
tu és um amor platónico, que me corre nas minha veias, em poesia,
talvez um fantasia, és a sina da minha vida,
mas tu és...
és um sonho que voa de nuvem em nuvem,
[que nunca conseguirei apanhar,
tudo talvez não passe disso mesmo, de um sonho,
que procura encontrar a paz no amor de alguém,
[uma pequena imagem, um sonho,
em que tu és a cólera que alimenta toda esta fantasia,
que consegue por momentos encher este coração de esperança,
procurando a luz do amor, para ser amado e amar,
num amor solitário vagueio perdido, numa fantasia em espiral,
por esse universo numa procura que parece não ter fim...

A viagem do amor

Espero não transportar todas as minhas mágoas
neste comboio, nesta viagem em direcção a ti,
espero te levar apenas um sorriso, talvez uma esperança,
que sei que precisas mais que eu
e nem precisei de falar contigo para o saber,
escondo este amor mudo, que sofre em silêncio,
e dar-te-ei sem que o percebas, se eu o conseguir,
porque as estradas do amor são sinuosas e teimosas
e nunca se sabe o caminho que se vai percorrer...

Levo a alma cheia de sonhos, que condeno,
talvez a pequena esperança que me dês,
seja apenas qualquer coisa sem importância, amizade,
e não aquela que eu queria e que eu sonho, mas não te condeno,
porque o amor que sinto fala mais alto, sem to dizer,
porque se ele se revela sei que passo para o inferno,
transporto uma flor no meu coração, metáfora ou não,
à muito tempo que o sinto e que te escondo,
ao mesmo tempo que uma força que me invade de esperança,
os medos cobardes, que não deixam a lucidez fluir,
medos prematuros mas maduros,
que já sabem o desfecho que o espera ...

Este sonho que parece um céu vertiginoso,
sonho que não consigo controlar,
a esperança de te amar voa mais alto
e as perguntas que faço não têm resposta
pois estes pensamentos, invadiram-me de esperança, num dança,
de fantasias e sonhos, que me iludem, de amor por ti,
ilusões afiadas que me alimentam cada vez mais,
[este amor ou esta dor,
provocando a sensação de queda, maior que o céu que eu vejo...

O medo da desilusão do amor,
agora é uma certeza que tenho que enfrentar,
tens medo de me tocar,
[isso para mim é uma tempestade no meu íntimo,
minha intimidade, verdades que eu já não soubesse,
mas invadem os meus céus como nuvens negras,
[tempestades antigas e cruéis,
que regressam com o vento com um sabor amargo e sombrio,
passo a noite a chorar por ti, não sei se por ti ou por mim,
talvez seja um pouco egoísta nesta altura, confesso,
mato o tempo da noite a sonhar
[pela oportunidade de um dia viajar e amar-te...

Francisco Júnior

sábado, 8 de Agosto de 2009

“ Jantar, o pretexto para reunir... ”

Ao falar de coisas que nos tocam
chora-se, entre amigos, descobrimos abraços,
invisíveis, transparente espaço, num laço,
que nos envolve, que nos abraça, cheio de emoção,
tocando profundamente, no coração...

Trocam-se histórias, risos, gargalhadas,
que se conta em tom de contos, velhas histórias,
passadas, mas não esquecidas, talvez adormecidas,
acordadas apenas para se reunir,
entre risos, gargalhadas e sorrisos,
numa noite de amigos...

Sente-se a emoção como um vulcão
momentos que nos levam ao pico
da montanha mais alta, um trapézio sem rede,
entre amigos mata-se a sede, do convívio imaculado,
de num abraço que deixa atravessar-se pela luz, do seu interior,
e um beijo ardente, de amizade, transparente, inocente,
numa noite de açucenas,
com um sorriso nos despedimos apenas...

Francisco Júnior – Sábado, 6 de Dezembro de 2008

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

Petição pelo Reconhecimento da Psoríase como doença Crónica

Petição pelo Reconhecimento da Psoríase como doença Crónica

Há 250 mil portugueses que sofrem de Psoríase.
É uma doença que não mata nem é contagiosa, mas é para toda a vida.
Aparece quase do nada! A pele fica vermelha, seca, começa a escamar e por vezes gretar. No rosto, no couro cabeludo, nas mãos, nas pernas, nas costas… Chega a atingir mais de 90% do corpo.
Temos ainda a artrite psoriática, que nos deforma as articulações, dá-nos dor e deita-nos numa cama em alguns dos casos.
Incomoda ao olhar. Na verdade, incomoda muito a quem olha mas incomoda muita mais a quem é olhado. Incomoda de tal forma que há doentes que nem querem sair de casa, quando os surtos aparecem. Há doentes que são despedidos. Há doentes que se suicidam. As implicações psicológicas que a Psoríase provoca são tão profundas que a taxa de suicídio dos doentes é anormalmente elevada.

Por não ser mortal nem contagiosa, a Psoríase é uma doença ignorada, vivida com vergonha, escondida pelos doentes e sofrida em silêncio. Apesar de ser uma doença tratada como crónica pelo médicos, vivida como crónica pelo doentes, não é reconhecida como tal pelo SNS.
Muitos são os doentes que agravam substacialmente a sua condição física e psicológica por não terem como aceder aos tratamentos. Os medicamentos tópicos que tratam a Psoríase e que são usados em mais de 70% dos casos, têm uma comparticipação que não ultrapassa os 37%. Se juntarmos a isto, os cremes, loções e champôs que são imprescindíveis para o tratamento da psoríase e não são comparticipados, os encargos com a terapêutica na maioria dos casos rondam os 2.000€ anuais e em alguns casos ultrapassa mesmo os 3.000 .
Aquilo que lhe peço, em nome dos 250 mil portugueses que sofrem de Psoríase, é que nos ajude para, em conjunto, encontrarmos forma de mitigar os efeitos desta doença que não mata nem é contagiosa, mas é para toda vida.

Assine esta petição

http://www.peticao.com.pt/psoportugal

segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Blog Oficial "Entre o Sono e o Sonho - Volume II"

É com muita honra e gosto, que voltei a participar no II Volume do Livro "Entre o Sono e o Sonho" com três poemas!
É um projecto do qual me orgulho de ter participado desde o início, muito também por me ter lançado para a edição do meu primeiro livro, faltam projectos e iniciativas iguais a estas, para mostrar a boa poesia que se escreve e que se faz em Portugal e acreditar que se pode sonhar e fazer sonhar, é possível, bem-haja João Gomes, contínua com ideias destas e inovadoras, os jovens escritores de Portugal agradecem!

Saudosos Cumprimentos para todos os participantes do I e do II Volume do livro "Entre o Sono e o Sonho" e um grande abraço para o João Gomes e Gonçalo Martins.

Parabéns ao Portal de Lisboa, que espero que volte em força, renovado e cheio de ideias inovadoras como já nos habituaram, com iniciativas em prol da cultura, da escrita e do lançamento de novos escritores!

Abraços e Beijos

Francisco Júnior

Link Blog: http://entresonosonhoii.blogspot.com/

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Escreve poesia? Participe,



Escreve poesia? Participe.

Depois do sucesso que foi o primeiro volume da antologia de poesia contemporânea "Entre o Sono e o Sonho", Editada pelo Jornal Portal Lisboa e pela Chiado Editora - decidimos avançar com o II. Volume da mesma antologia, pelo que andamos à procura de novos autores portugueses, que tenham interesse em publicar alguns dos seus poemas. Para poderem ser seleccionados apenas têm que consultar o regulamento do concurso e enviar alguns poemas para serem analisados pela equipa editorial, que posteriormente se decidirá pela sua publicação.
Sendo o I. volume desta obra ainda recente, congratulo-me por já ter nascido um escritor daí, dá pelo nome de Francisco Júnior e publicou recentemente o seu primeiro livro.
Visto estarmos num país de poetas, em que tantas pessoas têm o sonho de ver alguns dos seus escritos publicados, pedimos que divulguem pela blogosfera esta iniciativa.

Publicado por João Gomes de Almeida, no seu Blog " O amor nos tempos da blogosfera"
http://oamornostemposdablogosfera.blogs.sapo.pt/25177.html

terça-feira, 7 de Abril de 2009

Grande revelação 2009 - Livro de Priscilla Rosa " Suspiros"



Força Priscilla... boa sorte!!
Vá comprem o livro "Suspiros" pois vale a pena!
Continua nos teus suspiros, suspirando, sentindo, sonhando e escrevendo!
Boas leituras, muitos sonhos e boa inspiração...
Beijinhos do teu amigo Vasco

Comprem aqui:
http://www.livrosnet.com/?op=artigo&pid=&lid=ddf20ca99b0ddd9a0e505ed7830ea299
e
http://www.livapolo.pt/index.php?action=search&pag=1&tipo=1&expressao=29030&seq=1

segunda-feira, 30 de Março de 2009

" Stand by me "; à volta do mundo ...

“stand by me” à volta do mundo

Posted using ShareThis

domingo, 15 de Fevereiro de 2009

"Entre o Sono e o Sonho" - Antologia de Poesia Contemporânea



Participação de Francisco Júnior nesta obra em que está representado o trabalho de 22 poetas contemporâneos.

Distribuição Livro - A terra dos sonhos - Francisco Júnior

O livro já pode ser encontrado nas seguintes livrarias:

Livraria Apolo70
Campo Pequeno
Centro Comercial Apolo 70
Av. Júlio Dinis, 10A - Loja 26/27
1069-216 Lisboa
Tel. 351 21 7968826
Fax. 351 21 7968826
Email: info@livapolo.pt

Livros do King
Areeiro / Av. Roma
Cinema King
Av. Frei Miguel Contreiras, 52A
1700 Lisboa

Livraria Portugal
Chiado
Rua do Carmo, 70
1200-094 Lisboa
Telf: 213 474 982
Fax: 213 470 264
Email: info@livrariaportugal.pt

Poesia Incompleta
Principe Real
Rua Cecílio de Sousa, 11, Lisboa

Online pode ser comprado aqui:
http://www.livapolo.pt/index.php?action=artigo_detalhes&artigo_id=70946

e aqui:

http://www.livrosnet.com/?op=pesquisa&pesquisa=a+terra+dos+sonhos&t=1

Capa do livro - A terra dos sonho - Francisco Júnior



Capa do livro - A terra dos sonho - Francisco Júnior, editado pela Chiado Editora em Janeiro de 2009

Sinopse do Livro – A Terra Dos Sonhos

Os sonhos que se perdem e que se ganham, na desconfiança do dia-a-dia, os medos da nossa sociedade que vive cada vez mais fechada em si mesma e egoísta - tal como refiro num poema “não vivem, correm e morrem “.
Os amores e desamores da vida, a realidade, a fantasia, os medos, a coragem. É um pouco da vida transformada em poesia, tudo para chegar à terra dos sonhos, porque tudo acaba no sonho... ou talvez não...
Este livro é como uma montanha cheia de emoções e sensações onde se sobe e desce, como se de uma escalada se tratasse e quando se chega ao fim - se conseguir chegar - então é porque se chegou à Terra dos sonhos. - Bem-Vindo!

quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Fotos do Lançamento - A terra dos sonhos

quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

“ A velhice “

A memória está frágil
triste como a lua,
que sente que o tempo voa
e deixa um rasto de saudade,
um brilho nos olhos 
quase coberto de lágrimas
de nostalgia e angústia
pelo seu dia estar a chegar...

Percorrer o ser
recordando o passado
como se de uma neblina tratasse
sorrisos embelezam sua face
que por momentos saboreia 
tudo o que tempo levou
mas deixou o seu rasto...

Ai o lapso da memória
é instantâneo e sem história
uma barricada da vida
que nos relembra a velhice
e nos deixa nostálgicos, 
uma vida, que sabemos que vai acabar
com dignidade, pedimos apenas...

" Francisco Júnior "

“ Insónias “

Uma insónia rompe durante a noite
mistura os sentimentos que saiem de dentro
com uma raiva uma força
uma revolta por os acordar
das profundezas do submundo, no nosso mundo...

Dá-se voltas e mais voltas 
e os pesadelos apoderam-se da noite
que se torna fria e sombria
porque os sonhos deixaram de comandar
o barco do abstracto, da fantasia sem dor,
que é a máquina que nos leva para o paraíso
para apenas sonhar...

E a luta contínua
nem que seja para alcançar 
a vitória 
a liberdade de sonhar
numa selva que é a vida
insónias da noite
que jazem para nos insultar... 

" Francisco Júnior "

terça-feira, 30 de Setembro de 2008

“ Lágrimas “

Sentir o brilho nos olhos
é como um abrigo
que nos regala por momentos
que nos enche de alegria
sobe-se, sobe-se tão alto
como uma ave de rapina
selvagem e sem destino...

Sente-se que o interior mexe e remxe,
bem dentro de nós, bem lá no fundo,
tudo parece voar, é um trapézio sem rede,
deixando-nos atordoados, cedemos à emoção,
que é mais forte que nós, 
e ela sabe que vence, 
quase sempre que lhe damos atenção...

Quando escorre uma lágrima
tenta-se libertar um sorriso, procurar-se a paz,
num amigo, sente-se o tempo parar, por momentos,
sentindo na amizade, um abrigo,
como se dela precisassemos para viver, 
de repente tudo faz sentido...

" Francisco Júnior "