“partir, também é recomeçar e o contrário também o é, seja em que lugar for ou aonde formos dar.”
Autor: vasco Piçarra
Beijinhos estarás sempre no meu coração...
Blogue de poesia a terra dos sonhos
Poesia de Francisco Júnior 1995 - 2012
Quarta-feira, 11 de Abril de 2012
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Quarta-feira, Abril 11, 2012
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Quarta-feira, 21 de Março de 2012
Lançamento, no Porto, da Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o
Meus caros(as) amigos(as),
Convido-vos a irem ao lançamento do livro, no Porto, da Antologia de Poesia Contemporânea "Entre o Sono e o Sonho", que realizar-se-á no Sábado, dia 24 de Março de 2012, pelas 15 horas, no Maus Hábitos.
Para os mais distraídos, eu participo nesta colectânea pela terceira vez! :-)
Um forte abraço para todos e viva a poesia pois celebra-se hoje o dia mundialmente a poesia!
Beijinhos e abraços,
Vasco
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Quarta-feira, Março 21, 2012
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Antologia de Poesia Contemporânea,
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Quarta-feira, 4 de Janeiro de 2012
“Um mundo numa bola de sabão”
Neste mundo que mais parece um relógio que não pára,
em que o tempo se apressa a correr por parte incerta sem parar,
que mais parece uma bola de sabão que está prestes a rebentar,
voando sem destino, por aí, apenas para aguentar…o que não pára, o tempo,
À procura do seu baú, das saudades, recordações, memórias ou histórias,
que são como uma película de um filme já velho e cansado,
que se transforma em grãos pretos, numa imagem cansada e quase adormecida,
que com o tempo ficou ténue e de cor esbatida, um pouco azoada.
Partir, também é recomeçar e o contrário também o é,
seja em que lugar for ou aonde formos dar,
talvez seja como uma bola de sabão, que é frágil e que temos que cuidar,
que voa, mas que está sempre pronta a rebentar,
em qualquer lugar, na minha mão na tua ou no chão ou dentro de nós,
neste mundo que mais parece uma bola de sabão,
partir também é deixar, um perfume de saudade no ar,
àqueles que nos vêem partir e que sentem a nostalgia
àqueles que nos vêem chegar e que sentem a alegria
que sentem uma nova harmonia, só por nos terem por perto,
que por vezes num novo ciclo, onde nem tudo o que parece, é!
onde percebemos, que aprender é amar, e amar é aprender,
que não é quando encontramos a pessoa perfeita ou a perfeita pessoa para nós,
é quando aprendemos a ver perfeitamente essa pessoa com os seus defeitos,
pois também é imperfeita como tu e eu…e todos nós somos...
para aprender é preciso amar, e cuidar dessa pessoa como uma bola se sabão,
que para nunca rebentar, basta ver o lado imperfeito como o perfeito,
no teu mundo que se abre com uma mão,
que nos abraça e que nos mostra o caminho,
de quanto temos que cuidar do nosso amor, do amor pelo próximo,
do outro lado mais sensível, como um ser mais frágil, mesmo não o sendo,
e aprender que o lado imperfeito pode ser visto, como o lado mais belo da vida e amar,
tal como quando se ama o lado mais perfeito quando se ama alguém,
em que está numa bola de sabão, tal como estar numa tômbola,
que pode rebentar a qualquer momento, como uma cólera,
é este o mundo numa bola de sabão, sempre aos trambolhões,
em que se tem que escolher: rebentar ou amar!
Francisco Júnior - 7 de Janeiro de 2012
em que o tempo se apressa a correr por parte incerta sem parar,
que mais parece uma bola de sabão que está prestes a rebentar,
voando sem destino, por aí, apenas para aguentar…o que não pára, o tempo,
À procura do seu baú, das saudades, recordações, memórias ou histórias,
que são como uma película de um filme já velho e cansado,
que se transforma em grãos pretos, numa imagem cansada e quase adormecida,
que com o tempo ficou ténue e de cor esbatida, um pouco azoada.
Partir, também é recomeçar e o contrário também o é,
seja em que lugar for ou aonde formos dar,
talvez seja como uma bola de sabão, que é frágil e que temos que cuidar,
que voa, mas que está sempre pronta a rebentar,
em qualquer lugar, na minha mão na tua ou no chão ou dentro de nós,
neste mundo que mais parece uma bola de sabão,
partir também é deixar, um perfume de saudade no ar,
àqueles que nos vêem partir e que sentem a nostalgia
àqueles que nos vêem chegar e que sentem a alegria
que sentem uma nova harmonia, só por nos terem por perto,
que por vezes num novo ciclo, onde nem tudo o que parece, é!
onde percebemos, que aprender é amar, e amar é aprender,
que não é quando encontramos a pessoa perfeita ou a perfeita pessoa para nós,
é quando aprendemos a ver perfeitamente essa pessoa com os seus defeitos,
pois também é imperfeita como tu e eu…e todos nós somos...
para aprender é preciso amar, e cuidar dessa pessoa como uma bola se sabão,
que para nunca rebentar, basta ver o lado imperfeito como o perfeito,
no teu mundo que se abre com uma mão,
que nos abraça e que nos mostra o caminho,
de quanto temos que cuidar do nosso amor, do amor pelo próximo,
do outro lado mais sensível, como um ser mais frágil, mesmo não o sendo,
e aprender que o lado imperfeito pode ser visto, como o lado mais belo da vida e amar,
tal como quando se ama o lado mais perfeito quando se ama alguém,
em que está numa bola de sabão, tal como estar numa tômbola,
que pode rebentar a qualquer momento, como uma cólera,
é este o mundo numa bola de sabão, sempre aos trambolhões,
em que se tem que escolher: rebentar ou amar!
Francisco Júnior - 7 de Janeiro de 2012
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Quarta-feira, Janeiro 04, 2012
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Um mundo numa bola de sabão
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Domingo, 27 de Novembro de 2011
Sem título...
Tudo passa…
Mas há certos momentos na vida em que nos sentimos vazios…
Sós, tristes e abandonados por todos…
Tudo passa…
A chuva cai mas não arrasta consigo todas as angústias
Todos os momentos que queremos esquecer
Tudo passa…
E quando menos esperamos, alguém aparece
Um alguém especial… que encanta o vazio
Um alguém que nos estende e a mão nos estende
e nos ajuda a subir a estima… que estava la bem em baixo,
Tudo passa…
E a partir daqui tudo se torna tudo mais fácil, mas tudo passa...um dia!
mas aproveitando o momento mais claro e mais sorridente
A vida parece já ter sentido, um estrada com sorriso,
E esse alguém torna-se insubstituível na nossa vida…
Tudo passa...
Sentimo-nos protegidos, mas de repente estamos sem chão,
com alguém longe… sentimo-nos e ficamos fracos e tristes, desprotegidos,
longe, mas tão perto, ao mesmo tempo tão longe do coração…
como uma alma que não me dá a mão,
Alguém tudo quebrou e silenciou os deuses do meu vulcão,
Sentimo-nos capazes de ultrapassar todos os obstáculos da vida,
e de repente ficamos paralisados, como uma árvore, que é sábia mas não fala,
Todos os medos voltam como uma maré…
E deizemos a nós próprios... tudo passa... tudo passa...
Todas as recordações… todos os amores e desamores... tudo passa
apenas fica o sofrimento do momento
E sabes porquê?
Porque tudo passa um dia…
Os amores vão e vem, e nasce sempre mais alguém que nos preenche e nos ama!
e mesmo que isso não aconteça... tudo passa...
as garças vão e voltam, as andorinhas também
e nós cá estamos para as esperar se a morte não nos levar!
Francisco Júnior - 26 de Setembro de 2011
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Domingo, Novembro 27, 2011
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tudo passa
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Retrato de Amigo - Ary dos Santos, in 'Fotosgrafias'
Retrato de Amigo
Por ti falo. E ninguém sabe. Mas eu digo
meu irmão minha amêndoa meu amigo
meu tropel de ternura minha casa
meu jardim de carência minha asa.
Por ti morro e ninguém pensa. Mas eu sigo
um caminho de nardos empestados
uma intensa e terrífica ternura
rodeado de cardos por muitíssimos lados.
Meu perfume de tudo minha essência
meu lume minha lava meu labéu
como é possível não chegar ao cume
de tão lavado céu?
Ary dos Santos, in 'Fotosgrafias'
Por ti falo. E ninguém sabe. Mas eu digo
meu irmão minha amêndoa meu amigo
meu tropel de ternura minha casa
meu jardim de carência minha asa.
Por ti morro e ninguém pensa. Mas eu sigo
um caminho de nardos empestados
uma intensa e terrífica ternura
rodeado de cardos por muitíssimos lados.
Meu perfume de tudo minha essência
meu lume minha lava meu labéu
como é possível não chegar ao cume
de tão lavado céu?
Ary dos Santos, in 'Fotosgrafias'
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Ary dos Santos; Retrato de Amigo
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Sexta-feira, 25 de Novembro de 2011
Entre o Sono e Sonho - Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
"Entre o Sono e Sonho"
Entre o sono e sonho,
Entre mim e o que em mim
É o quem eu me suponho
Corre um rio sem fim.
Passou por outras margens,
Diversas mais além,
Naquelas várias viagens
Que todo o rio tem.
Chegou onde hoje habito
A casa que hoje sou.
Passa, se eu me medito;
Se desperto, passou.
E quem me sinto e morre
No que me liga a mim
Dorme onde o rio corre —
Esse rio sem fim.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
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Fernando Pessoa,
in "Cancioneiro"; Entre o sono e sonho
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Poema da semana enviado pela ACM
"Recado aos Amigos Distantes
Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
Cecília Meireles, in 'Poemas (1951)"
"Cada novo amigo que ganhamos no decorrer da vida aperfeiçoa-nos e enriquece-nos,
não tanto pelo que nos dá, mas pelo que nos revela de nós mesmos."
(Miguel Unamuno y Jugo)
Bom fim de semana, boas leituras, que a poesia esteja sempre convosco! :-)
Obrigado ACM por partilhares! :-) *******
Façam-me um favor... sejam felizes!
Francisco Júnior
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Sexta-feira, Novembro 25, 2011
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Recado aos Amigos Distantes
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
“À bom português...isto vai se andando”

“À bom português...isto vai se andando”
Isto vai amigo... isto vai amigo,
vai se andando como bom português que somos,
como uma nuvem que passa e que se queixa, chovendo,
comigo no meio da multidão que me ignora
e o meu amor que não chega nem chora,
e que nunca me vê, não me sente nem ri nem me cora...
porque confunde as minhas lágrimas com a água da chuva,
que cai e se transformam em sal neste meu rosto inocente,
entre relâmpagos, raios, trovões e trovoadas,
no meio da confusão vejo o arco-íris,
numa balbúrdia de cores, esbatidas mas sentidas, porque não vejo bem!
pois elas sabem bem que sou um cegueta,
tal como a multidão que não me dá a mão,
que nunca conseguiu ver o arco-íris, tal como ele é,
porque nunca o encontrei no meio da multidão e sempre algures do nada,
que encanta e preenche a imensidão do meu olhar, por momentos,
mas naquele dia tudo parecia diferente
avistei aquela tiras luz e de esperança de as alcançar, algures,
como uma lança, o arco-íris formoso, que via mas não o sentia,
que outrora foi tempestade e agora é uma bonança...
como uma dança de para se libertar
até quando amigos, não sei?
só sei que isto vai amigos, isto vai...
um dia melhor que outro
vai se andando e caminhando
na direcção de algures por aí andando,
como o Dom Quixote que andava com a sua lança e com seu amigo Sancho Pança
à procura de alcançar uma aventura,
numa bonança, que é aquele arco-íris que fica como uma sanca, pendurado,
ligado aos céus através do meu olhar, fixo, que mesmo assim não o apanha,
como o Dom Quixote com o seu archote de sabão,
que vai dançando ao som da multidão,
que lhe é indiferente e o ignora, mas o adora,
toda a magia da viagem que encanta
o desconhecido da aventura maravilha e fantasia,
da tempestade de tornar a guerra em paz, com as cores do arco-íris,
garridas que parecem tiras de algodão,
que nunca mais acabam e que ficam a parirar pelo horizonte...
isto vai amigos isto vai, vai se andando,
à procura de algo que nos mova nesta vida, que nos vai cercando...
Francisco Júnior - 8 de Julho de 2011
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Quarta-feira, Novembro 16, 2011
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"Caminho no fio da navalha"
"Caminho no fio da navalha"
Caminho lado a lado, com a força bruta deste rio, douro que me abraça,
que me encanta, com este raios sol que me queimam com ardor,
nesta caminhada, entre o rio e as pontes, que me compreende,
atrás das nuvem escondida, que se escondem e que me escondem,
nos anjos que me observam, nas colinas e pontes que me esperam,
e que ainda por mim me aguardam, e guardam um lugar não sei bem onde,
que um dia venho recolher, pois sem bem eu porquê, minha cidade que me vê,
que me acolhe numa asa que voa aberta,
de sonhos e fantasias raros, que não são uma heresia,
tal como a força deste rio que transborda pelas margens,
resgatando aquilo que lhe pertence,
vai atrás das pontes e colinas, ganhar aquilo que perdeu,
vai encontrar o amor, porque quem ama tem medo de perder,
porque quem não arrisca não ama,
por isso transborda a sua rama em busca do algo,
o que ainda não ganhou vai ganhar, o direito do amar...
por isso caminho a adiante, sigo em frente na busca da paz interior,
através desta luz neste rio especial, sem dor sigo em frente,
vou atrás das respostas, que não as consigo apanhar nem as decifrar,
não sei se te vou ter ou se te vou perder, penso que desfecho será igual,
como fosse um barco que vai e volta e o rio deixa-o sempre para trás,
porque anda mais rápido que a velocidade da água ou o contrário,
num dança de ilusões, neste rio que vai ao meu coração mais empolgado,
que busca a paz e bons momentos, nesta caminhada que deixa os medos para trás,
como a ligação entre o rio e o barco, numa ligação perfeita,
e apenas me acrescenta ainda mais dúvidas e incertezas ou certezas,
no meio destas colinas, entre pontes e rios,
onde escondo esta angústia, esta agonia de sofrer antecipadamente,
pelas cheias poderem chegar e vão chegar... só não sabemos quando e como,
espero e paro com o sol cada mais quente a queimar-me na cara,
até já chega ao coração embalado pelo som do rio e a brisa leve,
tento te ver mas não consigo, tento imaginar a fantasia que sigo,
será que cheguei ao fim da minha linha deste meu rio? Ou será este o recomeço?
[se este é o fim e começo de outra linha, irei então aproveitar a oportunidade de navegar,
viver o momento e saltar o rio, aproveitar para passar as pontes e caminhar,
para fazer loucuras ou doçuras,
para apanhar uma nuvem e tocar no sol... e queimar-me!]
porque se me vou queimar outra vez que seja apenas mais esta vez,
porque se a vida é assim...temos que ir para aprender,
errar para melhorar, errar para cair,
por isso o melhor remédio é ir e perder os medos,
amar sem rede com sede de aprender sem medo de amar!
Francisco Júnior - 6 de Maio de 2011
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Quarta-feira, Novembro 16, 2011
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Terça-feira, 15 de Novembro de 2011
“ A solidão nas ruas da cidade ”
"Imagem do Google"
A velocidade da cidade que atormenta os sentimentos
das pessoas que correm desalmadas sem ver, sem olhar,
acelerados e egoístas, numa dança entre ruas,
na noite que assombra o teu olhar e o meu, e outro olhar vagabundo,
que se afasta cada vez mais e o sinto, e o sentir apenas,
como se enganasses a própria sombra,
como se nos enganássemos todos os dias,
num jogo de sedução, em que passas de rua e entre ruas e foges de mim,
andamos a fugir de sentir ou amar o próximo,
fugimos e deixamos passar a vida que corre e atropela-nos,
mas não cortas a visão e nem os laços que nos ligam,
preferes ficar a olhar do fundo da rua, deixas algo a flutuar,
em que deixas tudo aberto e ao mesmo tempo fechado,
em que foges e me deixas entregue
a esta desilusão e mágoa, na noite que me aconchega
e que me acolhe esta solidão que me deixas-te…
Não é que te condeno decidires ficar do outro lado da rua
é a forma como o fizeste infeliz e egoísta
porque deixas-te o sinal vermelho para trás
e assim nunca que poderei passar para a tua rua…
a vida que segue em frente
e não nos deixa parar, de corrermos e fugirmos de nós próprios…
boa sorte na outra rua ou cidade perto de ti…
estarei sempre aqui deste lado até mudar de rua!
Francisco Júnior - 15 de Novembro de 2011
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Terça-feira, Novembro 15, 2011
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Quinta-feira, 3 de Novembro de 2011
Paula Fernandes - Pássaro de Fogo (Ao Vivo)
http://youtu.be/IZsuekkkUb4
Que grande poema/ letra desta música!
A música tanbém é poesia!
Beijos & Abraços
Que grande poema/ letra desta música!
A música tanbém é poesia!
Beijos & Abraços
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Quinta-feira, Novembro 03, 2011
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Pássaro de Fogo
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"Voa"
Paula fernandes - Voa - http://youtu.be/mzdVeXIOihU
"Voa"
Voa bem alto e apanha-me se puderes
numa nuvem por aí, no céu,
como um véu, um sonho ou fantasia,
neste voo picado que é a vida
vai à procura de mim
num voo de amor,
para ser amado e amar...voa!
Como sempre não vês
tens que iluminar a lua e o céu
com um voo e um pedaço de amor
procura dentro de ti
o sonho e a esperança
e vais ver que voar é a coisa que menos cansa
voa através dos teu sonhos
e atinge o céu com a tua flor do amor
que está dentro de ti
voa para alcançares o amor...
"Voa"
Voa bem alto e apanha-me se puderes
numa nuvem por aí, no céu,
como um véu, um sonho ou fantasia,
neste voo picado que é a vida
vai à procura de mim
num voo de amor,
para ser amado e amar...voa!
Como sempre não vês
tens que iluminar a lua e o céu
com um voo e um pedaço de amor
procura dentro de ti
o sonho e a esperança
e vais ver que voar é a coisa que menos cansa
voa através dos teu sonhos
e atinge o céu com a tua flor do amor
que está dentro de ti
voa para alcançares o amor...
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voa
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Sexta-feira, 28 de Outubro de 2011
Paula Fernandes - Apaixonados Pela Lua
http://youtu.be/RIfF5NnDrdU
A música reflecte estados de espírito e emoções que por vezes nem através da poesia se consegue transmitir... pois também é poesia a música :-)
Abraços do Rio do Tejo... :-) ouvindo e sonhando... pois sonhar é viver!
Bons sonhos meus amigos do mundo!
A música reflecte estados de espírito e emoções que por vezes nem através da poesia se consegue transmitir... pois também é poesia a música :-)
Abraços do Rio do Tejo... :-) ouvindo e sonhando... pois sonhar é viver!
Bons sonhos meus amigos do mundo!
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Sexta-feira, Outubro 28, 2011
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Apaixonados Pela Lua
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Frase do dia - Fernando Pessoa
"O valor das coisas não está no tempo que elas duram mas na intensidade que elas acontecem. Por isso existem momentos inexplicáveis e pessoas incomparáveis."
Fernando Pessoa
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Sexta-feira, Outubro 28, 2011
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Fernando Pessoa,
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Paula Fernandes - Pra Você
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para você
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Paula Fernandes, Victor & Leo - Não Precisa
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Sexta-feira, Outubro 28, 2011
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Não precisa
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Terça-feira, 20 de Setembro de 2011
Frase e poema da semana
Uma grande frase de Federico García Lorca:
"Mas o que vou dizer da Poesia?
O que vou dizer destas nuvens, deste céu?
Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais.
Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia.
Isso fica para os críticos e professores.
Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia."
"O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA"
Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.
Federico Garcia Lorca - (tradução: William Agel de Melo)
"Mas o que vou dizer da Poesia?
O que vou dizer destas nuvens, deste céu?
Olhar, olhar, olhá-las, olhá-lo, e nada mais.
Compreenderás que um poeta não pode dizer nada da poesia.
Isso fica para os críticos e professores.
Mas nem tu, nem eu, nem poeta algum sabemos o que é a poesia."
"O POETA PEDE AO SEU AMOR QUE LHE ESCREVA"
Amor de minhas entranhas, morte viva,
em vão espero tua palavra escrita
e penso, com a flor que se murcha,
que se vivo sem mim quero perder-te.
O ar é imortal. A pedra inerte
nem conhece a sombra nem a evita.
Coração interior não necessita
o mel gelado que a lua verte.
Porém eu te sofri. Rasguei-me as veias,
tigre e pomba, sobre tua cintura
em duelo de kordiscos e açucenas.
Enche, pois, de palavras minha loucura
ou deixa-me viver em minha serena
noite da alma para sempre escura.
Federico Garcia Lorca - (tradução: William Agel de Melo)
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Domingo, 18 de Setembro de 2011
Fotografias da sessão de autógrafos na Feira do Livro da Amadora - dia 17 de Setembro 2011
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Ferira do Livro,
Fotos da sessão de autógrafos da Feira do Livro da Amadora 2011; poesia
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Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011
Sessão de autógrafos na Feira do Livro da Amadora
Sessão de autógrafos na Feira do Livro da Amadora - dia 17 de Setembro das 15:00 às 17:00.
Caros amigos(as),
Informo-vos que irei estar presente na Feira do Livro da Amadora para mais uma sessão de autógrafos e de promoção do Livro A terra dos sonhos, no dia 17 de Setembro 2011, das 15:00 às 17:00.
Apesar de ser somente mais um evento de promoção do Livro A terra dos sonhos, publicado em Janeiro 2009, cujo a maior parte dos amigos já o tem e já o adquiriu, o que vos agradeço muito o apoio que me tem dado, no entanto convido-os a passarem a palavra ou levarem um amigo(a) à feira do livro da Amadora para mais esta sessão de autógrafos.
Abraços,
Vasco
Caros amigos(as),
Informo-vos que irei estar presente na Feira do Livro da Amadora para mais uma sessão de autógrafos e de promoção do Livro A terra dos sonhos, no dia 17 de Setembro 2011, das 15:00 às 17:00.
Apesar de ser somente mais um evento de promoção do Livro A terra dos sonhos, publicado em Janeiro 2009, cujo a maior parte dos amigos já o tem e já o adquiriu, o que vos agradeço muito o apoio que me tem dado, no entanto convido-os a passarem a palavra ou levarem um amigo(a) à feira do livro da Amadora para mais esta sessão de autógrafos.
Abraços,
Vasco
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Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011
"O Lanche"
Perguntas-me se eu quero lanchar contigo
que resposta teria eu para te dar
pois se eu gosto tanto de estar contigo
e o tempo contigo não passa voa
os rios não correm galopam em direcção ao mar
que nos mergulha na multidão
e eu grito dá-me a tua mão
não fiques na solidão, pois não sei nadar,
e eu que vou morrer sufocado nesta multidão
que me enche a cabeça de dores e pesadelos
que me assombram o meu dia, uma alegoria,
e a razão que falha em me iluminar
só peço um pouco de paz,
a lua e a noite sem que este sol me fira
ou te ferir a ti, esses teus olhos lindos de mar,
e esse teu coração selvagem
que nem o fogo o domina nem o mar!
Apenas quero o teu bem
que te sintas como uma árvore em paz
com vontade de estar com alguém ou comigo
esta arara do campo já velha e cansada
como um sobreiro no meio da cidade mal amado
pela poluição e ruído à sua volta
e o mais importante é a tua vontade
o resto são pormenores da paisagem
e música para os ouvidos da multidão
se quero lanchar contigo… sim lá te espero para o lanche!
Francisco Júnior – 13 de Setembro de 2011
que resposta teria eu para te dar
pois se eu gosto tanto de estar contigo
e o tempo contigo não passa voa
os rios não correm galopam em direcção ao mar
que nos mergulha na multidão
e eu grito dá-me a tua mão
não fiques na solidão, pois não sei nadar,
e eu que vou morrer sufocado nesta multidão
que me enche a cabeça de dores e pesadelos
que me assombram o meu dia, uma alegoria,
e a razão que falha em me iluminar
só peço um pouco de paz,
a lua e a noite sem que este sol me fira
ou te ferir a ti, esses teus olhos lindos de mar,
e esse teu coração selvagem
que nem o fogo o domina nem o mar!
Apenas quero o teu bem
que te sintas como uma árvore em paz
com vontade de estar com alguém ou comigo
esta arara do campo já velha e cansada
como um sobreiro no meio da cidade mal amado
pela poluição e ruído à sua volta
e o mais importante é a tua vontade
o resto são pormenores da paisagem
e música para os ouvidos da multidão
se quero lanchar contigo… sim lá te espero para o lanche!
Francisco Júnior – 13 de Setembro de 2011
Publicada por
Francisco Júnior
em
Quarta-feira, Setembro 14, 2011
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